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Palavra Pastoral

Vingança suja as mãos e também o coração!

Pr. Renato Costa - 21/06/15

Sejamos francos: quem nunca pensou em pagar o mal com o mal? Quem jamais disse: eu não levo desaforo pra casa! Ou, então: Bem feito! É difícil admitir, não é mesmo? São pensamentos vingativos que podem provocar muitos danos. É bom fugir dele!

Hoje, quem nos ensina é Davi. O texto de 1º Samuel 26 nos diz que o jovem Davi continuava fugindo de Saul e de seu exército quando, de repente, apareceu-lhe uma oportunidade de vingança. Diz-nos o texto que Saul dormia em seu acampamento com os seus soldados à sua volta quando Davi se aproximou juntamente com Abisai. Diante daquela aparente oportunidade divina, Abisai lhe disse: Hoje Deus entregou o seu inimigo nas suas mãos. Agora deixe que eu crave a lança nele até o chão, com um só golpe; não precisarei de outro! (v.8). Conhecemos a história e sabemos quantos males Saul provocou em Davi. O jovem vivia fugindo de deserto em deserto, longe de sua família e de sua própria terra sem nem ao menos saber a razão de tamanha hostilidade. Agora, ele tinha diante de si a chance de dar um fim a tudo isso, pois Saul dormia e parecia claro que Deus lhe havia proporcionado aquela ocasião. Porém, não foi isto que fez Davi, antes ele respondeu a Abisai: Não o mate! Quem pode levantar a mão contra o ungido do Senhor e permanecer inocente? (v.9). Surpreendentemente, Davi não se rendeu ao desejo de vingança! Ele havia entendido que a vingança suja as mãos e também o coração. Isto serve para nós também hoje! Veja o que Davi nos ensina:

1º) Davi nos ensina a fugir da persuasão humana: Abisai queria a vingança, aliás, ele colocou Deus no negócio, fez do Senhor o parceiro de sua destruição. Davi, porém, reconhece que aquele conselho não vinha de Deus e rejeito a proposta maquiavélica; Faça você o mesmo! Fuja, rejeite, ignore conselhos que ferem os princípios de Deus e de sua Palavra;

2º) Davi nos ensina que é possível fugir da vingança quando permitimos o controle do Espírito Santo de Deus em nossa vida: Aquele que busca a vingança espera “provocar no outro o mesmo mal que lhe foi feito”, porém, todo ato de vingança é muito mais destrutivo do que construtivo, é muito mais desproporcional do que igualitário, é muito mais descontrolado do que controlado. Logo, aquele que se vinga não percebe que o mesmo mal que um dia dominou o ofensor, agora também domina o ofendido; Quando vier o desejo de vingança, coloque-se perante o Senhor e pelo seu Espírito não permita que tal sentimento o domine (Gl 5.16);

3º) Davi aceitou o senhorio do Senhor e sua soberania sobre a sua vida (v.9-10): Davi entendeu que Deus estava permitindo toda aquela perseguição por um propósito específico que lhe seria revelado com o tempo. Além disso, Davi diz a Abisai: O Senhor o matará, ou ele irá para a batalha e perecerá (v.10). Ele estava dizendo a Abisai que apenas Deus pode tirar a vida de alguém, conforme o seu propósito. Então, não cabe a nenhum de nós fazer vingança, longe disto, antes, tratar as pessoas como Cristo nos trata, com perdão!

4º) Davi reconheceu a sua humanidade e potencialidade para a vingança dizendo: O Senhor me livre de levantar a mão contra o seu ungido (v.11a); Isto é, Davi teria se tornado ele mesmo um “Saul”, alguém vingativo, maldoso e desobediente a Deus.

5º) Davi valorizou a vida humana: assim como eu hoje considerei a tua vida (de Saul) de grande valor, que o Senhor também considere a minha vida e me livre de toda a angústia (v.24).

O mais surpreendente é o que o texto diz bem no final: assim Davi seguiu seu caminho (v.25b). Ou seja, em paz... A vingança suja as mãos e também o coração! Mas o perdão... nos faz seguir em paz!

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