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Palavra Pastoral

“Os sonhos de Deus independem de nós”

Num daqueles dias, Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze deles, a quem também designou apóstolos: Simão, a quem deu o nome de Pedro; seu irmão André; Tiago; João; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado zelote; Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que veio a ser o traidor (Lucas 6.12-16).

Pr. Renato Costa - 30/08/15

Quando pensamos na equipe que Jesus escolheu para auxiliá-lo na realização de sua grande obra, inevitavelmente concluímos que Jesus correu um grande risco. Afinal de contas, do ponto de vista humano, aqueles doze entendiam muito pouco ou quase nada a respeito das coisas de Deus. Eram pescadores, cobradores de impostos, enfim, homens daquele cotidiano sofrível, incerto e submisso, cativo das imposições de tiranos que ocupavam Roma e todo o mundo daquela época. Além disso, o “jeitão” de cada um viver a vida parece-nos desfavorável àquilo que Jesus propunha. Pedro era estourado, perdia a cabeça e dizia coisas das quais se arrependeria mais tarde com extrema facilidade. Tiago e João eram os “filhos do trovão”, apelido dado pelo próprio Jesus, então, imagine como era o temperamento deles... Judas, o Iscariotes, era o mais discreto, perspicaz e astuto de todos, ele vivia nos cantos e nos cantos do silêncio de suas próprias maquinações. Ele era de se desconfiar, muito calado, sisudo e aparentemente bem intencionado. Judas fazia o jogo dele mesmo acontecer, um cara suspeito. E quanto a Tomé? Uma palavra o define: incrédulo! Não era capaz de crer na possibilidade da ressurreição, apesar de ter andado com Cristo e ter presenciado milagres que poucos poderiam ver. E Mateus? Um cobrador de impostos corrupto. Ele praticava a extorsão deliberadamente fazendo com que o povo patrocinasse a sua vida devassa, logo, o chamavam de pecador. Simão, o zelote, outro do seleto grupo de doze, gastou horas reunindo pessoas e os estimulando a lutarem contra Roma. Simão gostava de um alvoroço, de um tumulto, de “ver o circo pegando fogo”. Pensava: “pior do que isto não dá pra ficar”. Além disto, todo zelote odiava publicanos, logo, imagine como era o dia a dia entre Simão e Mateus, mesmo ao lado de Jesus... Certamente, trocavam olhares cheios de ódio, desconfiança e suspeitas.

Pois bem, após este breve relato bibliográfico, quem é capaz de dizer que este time não foi vencedor? Quem é capaz de afirmar que a estratégia de Jesus não deu certo? Nenhum de nós e nem ninguém na história jamais ousou questionar a realidade dos fatos, a saber, aquele pequeno grupo conquistou pessoas, se multiplicou, avançou e, enfim, deu continuidade aos sonhos de Deus para homens e mulheres perdidos no pecado e pelo pecado. Louvado seja Deus, então!

Sabe o que isto ensina? “Que os sonhos de Deus independem de nós”, isto é, de nossas competências, de nossas habilidades, de nossa cultura, enfim, daquilo que somos capazes de oferecer e fazer (basta olhar para os doze, como fizemos aqui!). Mas, sim é verdade: ainda que os sonhos de Deus se realizem de forma sobrenatural e admirável em nós e entre nós apesar de sermos o que somos, seres humanos egoístas, perversos e sempre inclinados para o mal, sem fé para acreditar nesta possibilidade, é impossível vivê-los. Portanto, creia! Não em você! Mas sim em Deus, Ele pode! Viva os sonhos de Deus! É possível crer?

Pr. Renato Costa

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