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Palavra Pastoral

Celebrando a Páscoa com gratidão, reverência e santo temor

Pr. Renato Costa - 27/03/16

Nenhuma outra celebração tem um significado tão profundo para os cristãos do que a celebração da Páscoa. Segundo o relato do texto de Êxodo 12, a primeira Páscoa foi celebrada pelo povo de Israel no Egito, no mês de abibe, o primeiro mês do calendário judaico, equivalente aos meses de março e abril do nosso calendário ocidental, quando o povo ainda amargava a dureza de uma vida de escravidão, porém, já vislumbrando o tão almejado tempo de liberdade, o cumprimento, enfim, da bendita promessa do Senhor que os enchia sempre de esperança. O Senhor ordenou ao seu povo que sacrificasse e comesse um cordeiro, junto com ervas amargas e pães feito sem fermento, em cada um dos lares israelitas. E disse ainda Deus: Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao Senhor. Celebrem-no como decreto perpétuo (Ex 12.14). E foi desta forma, a luz das verdades da Palavra de Deus, que foi instituída a celebração da Páscoa.

Interessante é notar que o Senhor Jesus, enquanto esteve aqui neste mundo, também celebrou a Páscoa. O texto de Lucas 22, por exemplo, nos relata este momento tão especial entre Jesus e seus discípulos nos revelando algo ainda maior. Jesus, ao celebrá-la, revela-se a si mesmo como o cordeiro pascal que tira o pecado do mundo: Tomando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Isto é o meu corpo dado em favor de vocês, façam isto em memória de mim. Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês (Lc 22.19-20). Sendo assim, o pão simbolizava o corpo de Cristo a ser dilacerado numa cruz em sacrifício redentor por toda a humanidade. E o cálice, semelhantemente, simbolizava o sangue que Jesus verteria na cruz por homens e mulheres pecadores. É o que afirma também o autor da carta aos hebreus, dizendo: Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira aliança (Hb 9.15). Portanto, hoje, celebramos a Páscoa para trazer à memória aquilo que Cristo fez na cruz em nosso lugar, resgatando-nos do poder da condenação dos nossos pecados. Assim o fazemos sempre que celebramos a ceia do Senhor: Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha (1º Co 11.26).

Sim, amados irmãos, o sacrifício que Cristo fez naquela cruz foi em lugar de cada um de nós. O justo pelos injustos, o puro pelos impuros, o santo pelos profanos e o inocente pelos culpados. Por amor a cada um de nós, Deus ofereceu o seu único filho como sacrifício em resgate pela nossa vida. Libertou-nos da condenação dos nossos pecados nos dando a sua salvação e uma viva esperança. Esta é a única e verdadeira mensagem da Páscoa. Portanto, vamos hoje celebrá-la com gratidão, com santo temor, reverência e submissão. Com profundo reconhecimento deste ato bondoso, misericordioso e redentor de Deus por amor a cada um de nós. Louvado seja o Senhor pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! (João 1.29)

Pr. Renato Costa

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