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Palavra Pastoral

Jesus, um professor sem igual

Pr. Renato Costa - 10/04/16

Jesus foi um professor sem igual. Ele tinha total domínio da matéria, isto é, das verdades a respeito de Deus. Ele não ensinava como alguém que muito estudou e agora dominava as teorias do conhecimento, explanando-as exemplarmente. Antes, o seu ensino era de alguém que acreditava e vivia o que ensinava. Ele estava plenamente convicto dos efeitos benéficos das suas ministrações. Sem vacilar e com persistência, Ele transformava todo e qualquer lugar em uma sala de aula: andando sobre um monte (Mt 5-7), dentro de um barco à beira da praia (Lc 5.1-11) ou mesmo sentado sobre um poço retirando água (Jo 4.1-42).

Impressiona também notar que Jesus usava elementos comuns do cotidiano de seus ouvintes para transmitir as verdades do Reino de Deus. Assim se vê nas parábolas que contou: o Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo... (Mt 13.31-35); É ainda como uma rede que é lançada ao mar e apanha toda sorte de peixes... (Mt 13.47-52). Jesus ensinou ilustrando as suas mensagens da mesma forma: Observem as aves do céu: não semeiam, nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? (Mt 6.26); Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? (Mt 6.28-31). Portanto, Jesus, de maneira didática, soube explanar verdades complexas, sérias, enfim, os mistérios do Reino de Deus, com o exemplo de coisas simples do dia a dia de seus ouvintes.

Além de ter total domínio da matéria e de usar os métodos mais adequados para transmitir o seu ensino, Jesus também, como mestre que era, conhecia bem cada um de seus alunos. Em separando 12 para caminharem mais próximos de si (Lc 6.12-16), designando-os como apóstolos, Jesus o faz conhecendo bem as particularidades de cada um. Ele sabia os pontos fortes e também os aspectos que precisavam ser melhorados naquele grupo seleto, especial, porém, humano como qualquer um dos demais discípulos. Ao publicano Mateus, cabiam lições acerca do desapego a bens materiais; Ao sanguíneo Pedro, um lapidar de sua língua e de suas constantes atitudes impulsivas, assim como aos filhos do trovão também; E ao racional Tomé, uma boa dose de fé. E assim Cristo o fez trazendo-os para pertos de si. Ele os repreendeu quando demonstravam rivalidades, disputas e contendas. Quando faziam jogos de interesses tentando manipular situações e uns aos outros também. Não impressiona saber que em dado momento os doze discutiam entre si acerca de qual deles seria o maior? (Lc 9.46-50). Mas, assim é a natureza humana, inclusive nos discípulos mais chegados. Jesus é paciente e se dedica plenamente ao discipulado de seus irmãos mais novos. Neles, nos alunos, se via a virtude de desejar aprender, amadurecer e crescer. Estavam sempre dispostos a repensarem suas ações e palavras e, então, se permitiam serem corrigidos pelo toque de amor do bom mestre. Como conseqüência, se tornaram exemplos a serem seguidos, colunas da igreja de Cristo, mártires pela causa do evangelho. Eram alunos de Cristo que se tornaram mestres dos cristãos.

A mesma obra Jesus deseja realizar em seus discípulos hoje. Mas, quem estaria disposto a aprender? Quem estaria disposto a repensar palavras, ações e conclusões? Quem estaria disposto a ser ensinável?

Pr. Renato Costa

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