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Palavra Pastoral

O professor Jesus exige uma resposta urgente

Pr. Renato Costa - 24/04/16

O professor Jesus tinha a capacidade de ensinar verdades complexas de maneira plenamente didática, isto é, de fácil compreensão. Ele facilmente se fazia entendível. Prova disto são as parábolas que ele contou. Como aprendemos neste mês, a parábola é um gênero literário, um recurso da literatura. Suas histórias não são verdadeiras, antes, fictícias. Geralmente partem de uma comparação entre duas coisas, aliás, o nome parábola significa “comparação”, e são usadas a fim de facilitar a compreensão de uma ou mais verdades fundamentais por parte do público ouvinte. Veja que não é à toa que Jesus conta que o Reino dos céus é comparado a um tesouro escondido no campo, a uma pérola de grande valor, a um grão de mostarda e a um fermento, e assim por diante. Nas histórias contadas nas parábolas, Jesus usava elementos comuns do cotidiano de seus ouvintes: grão de mostarda, fermento, dracmas, ovelhas e seu pastor, e assim por diante, ilustrando, de forma admirável, os temas de suas aulas. Logo, todos o entendiam.

Uma parábola, em especial, chama-nos a atenção. Uma vez em que estamos encerrando o mês de abril, ela parece-nos bastante pertinente. É a parábola do administrador astuto (Lc 16.1-14). Diz o texto que o administrador de um homem rico foi acusado de estar desperdiçando os seus bens. Sendo chamado a prestar contas de sua administração, aquele homem concluiu que inevitavelmente seria dispensado de seu trabalho. Então, agiu da seguinte forma: O administrador disse a si mesmo: ‘Meu senhor está me despedindo. Que farei? Para cavar não tenho força, e tenho vergonha de mendigar... Já sei o que vou fazer para que, quando perder o meu emprego aqui, as pessoas me recebam em suas casas’. Então chamou cada um dos devedores do seu senhor. Perguntou ao primeiro: ‘Quanto você deve ao meu senhor?’ ‘Cem potes de azeite’, respondeu ele. O administrador lhe disse: ‘Tome a sua conta, sente-se depressa e escreva cinquenta’. A seguir ele perguntou ao segundo: ‘E você, quanto deve?’ ‘Cem tonéis de trigo’, respondeu ele. Ele lhe disse: ‘Tome a sua conta e escrava oitenta’ (v.3-7). E, então, nos diz o texto que O Senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu astutamente. E diz ainda o texto: Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz. Por isso, eu lhes digo: usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas (v.8-9).

Quando lemos esta parábola podemos ficar um pouco confusos porque a sua história, aparentemente, parece legitimar uma atitude desonesta, uma ética interesseira, trapaceira e egoísta. Parece também fortalecer o “dar um jeitinho” tão comum de nós brasileiros. Afinal de contas, nos diz o texto que o senhor daquele administrador o elogiou por ter agido astutamente. Pois bem, o propósito principal desta parábola, no entanto, não é enaltecer a atitude desonesta daquele homem de maneira a extrair desta postura um princípio para a vida com os seus dilemas contemporâneos. Jesus não está ensinando que devemos “passar a perna” (trapacear), levar vantagem ou dar um jeitinho. Antes, a parábola é contada para mostrar a reação imediata daquele homem diante da realidade da sua demissão do emprego. Ou seja, ele tomou uma atitude diante de um futuro trágico por vir. Deu descontos ou, talvez, tenha aberto mão de possíveis taxas de juros cobradas injustamente por seu senhor. O fato é que ele alterou as cifras porque esperava, com isso, receber favores daqueles homens no futuro. É para este fato que Jesus chama a atenção de seus discípulos, ou seja, para a urgência em tomar uma postura em relação ao futuro por vir, decidindo-se, desta forma, em aceitar o chamado para o arrependimento e para o discipulado. É sob esta perspectiva que devemos entender a declaração: Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz (v.8). Ou seja, barganham, negociam a fim de reverter realidades por vir, a fim de encontrarem soluções. Os discípulos, da mesma forma, precisam agir, tomando uma atitude, diante de tudo o que estão ouvindo.

Qual será a sua atitude diante de tudo o que você ouviu neste mês de abril? Escola Dominical, eu acredito, eu participo! Será?

Pr. Renato Costa

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