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Palavra Pastoral

O cristão, a política e o mínimo necessário

Pr. Renato Costa - 02/10/16

Paulo escreve a sua carta aos romanos no ano aproximado de 56 d.C. O apóstolo estava em Corinto, mais especificamente em Cencréia, que era o porto de Corinto. Diferentemente do conteúdo das demais epístolas paulinas, a carta aos cristãos de Roma não tinha como propósito a correção de uma doutrina equivocada ou a advertência contra o perigo de uma conduta profana de vida, muito pelo contrário, o propósito da carta é o do ensino. Repartir com aqueles crentes as grandes verdades da graça de Deus. Possivelmente, aquela igreja havia sido fundada por um daqueles que testemunharam do evento da descida do Espírito Santo no dia do Pentecostes (At 2.10), portanto, Paulo não os conhecia ainda e desejava, então, visitá-los para compartilhar-lhes algum dom espiritual, encorajá-los à perseverança e também para pregar o evangelho àqueles que ainda estavam cativos do pecado (Rm 1.11-15).

Após tratar de diversos assuntos relacionados à lei e a graça, ao futuro de Israel e até mesmo acerca de questões de casamento, chegamos ao capítulo treze da epístola no qual Paulo disserta a respeito da conduta cristã perante as autoridades. Tais palavras teriam grande significado para aquela igreja, uma vez em que Nero, o imperador romano mais cruel para com os cristãos, iniciara ou iniciaria o seu governo em breve (em torno de 54 d.C. a 68 d.C.). Mas interessante é notar que a religião judaica alcançara naquele tempo o status de religio licita, o que significa que sua prática religiosa era autorizada pelos romanos e protegida por lei imperial. Os judeus, então, guardavam o sábado, seguiam as leis relacionadas à alimentação e proibiam imagens pagãs em Jerusalém, e tudo isso com o consentimento de Roma. Não obstante a isso, os governadores da Judéia estavam terminantemente proibidos de adentrarem as portas de Jerusalém com estandartes militares em cuja forma se delineavam imagens imperiais romanas ou de deuses romanos. Mesmo a lei judaica que punia com a morte aquele que adentrasse ao templo sem estar em condições espirituais adequadas para isso fora ratificada por Roma, aliás, mesmo um cidadão poderia ser condenado à morte caso cometesse tal afronta.

No entanto, ainda que os judeus tivessem desfrutado de algumas benevolências romanas, a igreja cristã em seu início sofreu e ainda sofreria terríveis perseguições por parte das autoridades daquele tempo. Paulo é um exemplo disto padecendo perseguições em diversas cidades pelas quais passava, como em Tessalônica, Icônio, Filipos e Éfeso. Porém, mesmo conhecendo de perto os sofrimentos que o evangelho trazia, Paulo estava convencido da responsabilidade da igreja em ser sujeita às autoridades, reconhecendo que elas foram estabelecidas por Deus (Rm 13.1), de modo que a rebeldia significaria rebeldia contra o próprio Deus (13.2). Paulo encoraja os irmãos à submissão, não apenas em prol de uma vivência pacífica, mas também por ser esta uma questão de consciência a fim de que o cristão fosse e seja, ainda hoje, um cidadão exemplar em sua sociedade (13.5). E em sua carta a Timóteo, Paulo acrescenta: “recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade” (1 Tm 2.1-2).

Assim, também hoje a igreja é desafiada a obedecer às autoridades pelo temor a Deus e a orar por aqueles que estão nos governos, este é o mínimo necessário que Deus espera de seu povo. Mudanças começam com os joelhos no chão, crendo que a oração pode, de fato, alcançar o favor de Deus e a sua misericórdia para com aqueles que administram o Estado e os seus mais variados municípios, a fim de que se rendam ao Senhor e façam tudo debaixo da sua direção. Em quem votar? Peça direção a Deus e cumpra o seu dever como bom cidadão. Pense nisso, é o mínimo necessário!

Pr. Renato Costa

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