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Palavra Pastoral

2º Domingo de Dezembro é o Dia da Bíblia

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2º Tm 3.16).

Pr. Renato Costa - 11/12/16

O Salmo 119 tem como tema dominante a devoção meditativa, atenta e interessada sobre a Palavra de Deus. Embora a sua autoria seja omitida no cabeçalho do salmo, muitos estudiosos consideram ser possível afirmar que um sacerdote que viveu na era pós-exílica, talvez mesmo Esdras, tenha sido o seu compositor. O salmo 119 é estruturado em 22 estrofes, número este que corresponde às 22 letras do alfabeto hebraico (Álef, bêt, guímel etc.). Cada estrofe contém 8 versos e, “veja que surpreendente”, no texto original hebraico, a primeira palavra de cada um dos versos de cada estrofe corresponde à letra do alfabeto daquela estrofe. Por exemplo, se você reparar em sua Bíblia, antes do início da primeira estrofe (versos 1 a 8), há a palavra Álef. Esta é a primeira letra do alfabeto hebraico. Significa, portanto, que a primeira palavra de cada um dos versos daquela estrofe (versos de 1 a 8) começará com a letra Álef, porém, só percebemos isto no texto hebraico, e assim sucessivamente. Por esta razão, o salmo 119 é chamado de salmo acróstico.

O propósito para toda esta organização cuidadosa, refletida e preparada, era o de ajudar o leitor a memorizar o texto. Assim, é possível afirmar também que este salmo, contrariando muitos outros salmos, foi composto com propósitos didáticos, ou seja, de ensinar o povo a respeito do valor dos mandamentos, preceitos e ordenanças do Senhor. Ele deveria, portanto, ser lido e recitado reflexivamente e não cantado. Da mesma forma, também os servos e servas do Senhor hoje precisam ler este salmo perguntando-se cada um a si mesmo: À luz do que eu li, em que devo mudar?

É interessante notar também a presença de 8 termos relacionados à Palavra de Deus em praticamente todas as 22 estrofes. São eles: torah (lei), ‘edot (estatutos), piqqudim (preceitos), mitswot (mandamentos), mishpatim (ordenanças), huqqim (decretos), davar (palavra, no sentido de lei) e ‘imrah (palavra, porém, muitas vezes no sentido de promessa). Isto mostra que o tema em questão, definitivamente, é a Palavra de Deus, as suas promessas, as suas diretrizes para a vida, bem como a alegria do salmista em obedecê-la e buscá-la em seu caminhar diário.

Meus irmãos, nós temos o privilégio de ter a Bíblia completa em nossas mãos, bem como o privilégio de estudá-la, dela aprendendo, ouvindo e falando também. Embora antiga, ela é sempre atual e oportuna para as diversas situações de nosso dia a dia. Ela nos aponta o caminho para a vida como um mapa nas mãos de um explorador. Ela clareia a nossa mente na tomada de decisões diárias como uma lâmpada para os nossos pés. Ela revela a qualidade de nossa alma como um espelho nítido de nosso coração. Sim, ela é verdadeiramente a Palavra de Deus e nós, servos do Senhor, precisamos lê-la, permitindo que ela lance luz sobre as áreas escuras de nosso coração, emoções e pensamentos a fim de nos adequarmos ao seu padrão. Precisamos lê-la, pois ela nos fortalece e nos encoraja a permanecermos firmes no temor do Senhor, pois todas as suas promessas têm cumprimento certo, como já temos visto e vivido como servos do Senhor e como Igreja do Senhor. Sendo assim, vale a pena lê-la. Comece pelo Novo Testamento, pelo Antigo, pelos Evangelhos ou pelos Salmos, mas tão somente comece. A sua vida será transformada pelo poder da Palavra de Deus!

Pr. Renato Costa

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