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Palavra Pastoral

Valores éticos: Não julguem, para que vocês não sejam julgados (Mt 7.1)

Pr. Renato Costa - 08/01/17

Os capítulos 5, 6 e 7 do evangelho de Mateus descrevem as melhores aulas de ética cristã ministradas pelo nosso Senhor Jesus Cristo. No verso acima, Jesus condena o ato de julgar o semelhante. Mas, o que isto exatamente significa? Julgamento é a reflexão constante que fazemos sobre o comportamento de outra pessoa, ora aprovando-o, ora condenando-o, a partir de nossos próprios critérios. Sempre que o discípulo de Jesus simplesmente se põe a tentar entender o comportamento, as ações, as justificativas e a maneira de pensar de seu semelhante, estará emitindo conclusões a respeito dele que, ora o estará aprovando, ora o acusando, e isto, ensina o Senhor Jesus, é usurpar o lugar de Deus colocando-se no papel de juiz. Portanto, é pecado.

Num livro chamado Discipulado, o autor coloca que “no julgamento, tomamos, em relação ao outro, o distanciamento do observador, da reflexão. Ao que ama, jamais o outro lhe será objeto de contemplação expectativa; o outro é, a qualquer momento, a reivindicação viva de meu amor e de meu serviço”. O autor segue dizendo que “o julgamento embota a visão, mas o amor a clareia. No julgamento já não vejo meu próprio pecado, nem a graça que vale para a outra pessoa. Se, no julgamento, eu de fato visasse à destruição do mal, eu o procuraria ali onde ele de fato me ameaça, ou seja, em mim mesmo. Enquanto, porém, procuro o mal no outro, fica evidente que, neste julgar, busco a justificação própria, querendo ficar impune no meu próprio mal enquanto julgo o outro”. Em Mateus 7, Jesus, de fato, afirma que o julgamento pode nos cegar quanto à grandeza de nosso próprio pecado: por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? (v.3). Aliás, não é incomum apontarmos os erros dos outros a fim de desviarmos a atenção de nós ou de, pelo menos, disfarçarmos os nossos próprios pecados escondendo-os sob as nossas acusações. Quanto a isto, Jesus diz: Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados (v.2a). E Paulo também: portanto, você que julga os outros é indesculpável, pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas (Rm 2.1).

À luz destas verdades, é preciso que eu e você, discípulos de Jesus, vigiemos a fim de não dar oportunidades para que o julgamento se manifeste em nosso coração, pensamentos e lábios, pois isto não seria proveitoso para a nossa santidade cristã de vida, tampouco para a nossa comunidade chamada igreja. Mas, será que já não o fazemos sem nem mesmo nos darmos conta? Diante de uma conduta, ação ou reação que nos desagrada, não poucas vezes declaramos ou, pelo menos, emitimos no nosso pensar julgamentos do tipo: isto é falta de responsabilidade! Um verdadeiro cristão não agiria assim! Ele fez ou deixou de fazer porque não se importou! E, então, sem nos darmos conta, julgamos e, assim, pecamos. O nosso Senhor, porém, nos ensina o amor e a graça.

Uma vez que iniciamos um novo ano, que tal apresentar-se para propor, servir e cooperar com os seus dons e talentos, e deixar de lado todas as razões, explicações, justificativas, cobranças, enfim, julgamentos que fazemos o tempo todo, ora com aprovação, ora com desaprovação acerca de todos aqueles com quem convivemos? Que tal retirar da sua lista de coisas para se fazer em 2017, o julgar? Afinal de contas, como disse alguém, “quem julga não tem tempo para amar”, e o amor é a essência do ser cristão. Pense nisso!

Pr. Renato Costa

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