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Palavra Pastoral

Valores éticos: Eu, porém, vos digo: de maneira nenhuma jureis... (Mt 5.34)

Pr. Renato Costa - 15/01/17

Seguindo a nossa série de reflexões a respeito do ensino de Cristo acerca da ética cristã, hoje trataremos do tema “juramento”. No texto acima (Mt 5.33-37), Jesus afirma que não se deve jurar em circunstância alguma: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar branco nem preto um só fio de cabelo (v.34-37). Concluindo, o Senhor ainda afirma: seja, porém, o vosso falar sim, sim; não, não; pois o que passa disso vem do Maligno (v.38). Nem sempre compreendemos bem o que Jesus quis dizer com estas afirmações. Por exemplo, em lendo o verso 38, podemos concluir que o crente deve ter respostas prontas e rápidas em toda e qualquer circunstância. Mas, todos sabemos que isto nem sempre acontece, muito pelo contrário, diante de um dia a dia repleto de situações que pedem de nós decisões quase que o tempo todo, não são poucas as vezes em que realmente não sabemos o que fazer, ou que precisamos sim de um tempo para refletir, pensar com calma e, então, dizer “sim” ou dizer “não”. Portanto, ter dúvidas não é pecado, afinal de contas, quem não as tem? Você crê realmente ser possível ter clareza do que fazer em tudo sem que seja necessário avaliar bem, sob todos os ângulos, cada situação? Diz o provérbio que quem examina cada questão com cuidado, prospera (Pv 16.20a – NVI). Não é bom buscar conselhos? (Pv 11.14). Certamente que sim.

A fim de entendermos o significado da colocação “sim”, “sim”, “não”, “não”, é preciso ler com calma, atenção e reflexão o que dizem os versos anteriores. Por que Jesus condena o juramento? Jesus o condena porque a palavra do discípulo não deve depender de um juramento para que tenha garantia de verdade. Se assim o fosse, todas as palavras ditas sem juramento ficariam sob suspeita. Além disso, o juramento havia sido prescrito com o propósito de abolir a mentira, no entanto, o pecado, sempre presente na natureza humana de forma intensa e sútil, se apropriou também do juramento a fim de esconder as mentiras minhas (ou nossas), enfim, de cada um de nós. Isto é, há muitos que juram buscando com isso dar garantias ou maior respaldo às declarações falsas. Algo do tipo: juro por Deus! Juro por minha mãe! Juro por tudo que há de mais sagrado! Ora, nós pensamos, se Deus é testemunha, quem ousaria duvidar? E, desta forma, muitos levam a vida, com uma mentirinha aqui e outra ali.

O Senhor Jesus, no entanto, nos ensina que a mentira não deve ser nem sequer uma possibilidade para o seu discípulo, antes, o seu compromisso deve ser com a verdade e, em assim sendo, tudo aquilo que ele disser deve ser pautado pela verdade, tanto o “sim” quanto o “não”, pois o que passa disto, ou seja, juramentos que, ora escondem as mentiras, ora colocam em dúvidas todas as palavras ditas sem juramento, enfim, tudo isso vem do maligno.

A mentira é muito sútil, sorrateira e pode estar presente em nosso cotidiano sem que nos demos conta. Alguém, por exemplo, já afirmou ser a mentira algo necessário para o bom convívio em sociedade. Suponha que uma grande amiga lhe venha até você e lhe peça uma opinião sobre o seu novo corte de cabeço. Você pode não ter gostado, aliás, mais do que isso, pode ter achado desproporcional, inadequado, enfim, ridículo. No entanto, você não diria isto. Antes, diria à sua amiga, claro que também por respeito e educação, algo do tipo: o seu corte ficou muito bom! Pode acontecer também de não querermos ser verdadeiros quanto aos nossos sentimentos. Não é incomum alguém sentir-se ofendido ou magoado por um semelhante, um irmão em Cristo ou um membro da família, agir como alguém ofendido, dar todas as evidências que alguém magoado costumeiramente demonstra, como frieza, seriedade, indiferença, entre outras, e, mesmo assim, afirma não estar guardando nenhum ressentimento. Não seria esta atitude uma forma de mentira? E quanto às amizades, será que somos verdadeiros com os nossos amigos a respeito do que pensamos em determinadas situações? Não nos buscou ele esperando, de fato, ouvir a verdade? Veja, portanto, que o “sim”, “sim”, “não”, “não”, é muito mais difícil do que imaginávamos e, por isso, é tão necessário refletir sobre quão verdadeiras são as nossas palavras, as nossas atitudes, as nossas motivações e os nossos sentimentos. O irmão André, fundador da Missão Portas Abertas, em uma entrevista, afirmou que a sua oração diária tem sido: Senhor, me ajude a ser verdadeiro! Um bom exemplo a ser seguido! Pense nisso!

Pr. Renato Costa

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