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Palavra Pastoral

Santidade: Disciplina como caminho para a santidade (Hebreus 12.10)

Pr. Renato Costa - 19/02/17

Algumas áreas do saber hoje não hesitam em classificar o homem moderno como sendo um indivíduo puramente narcisista. O nome narcisista vem do mito de Narciso, um indivíduo de aparência muito bonita que, ao ver a sua imagem refletida sobre as águas de um rio, apaixonou-se por si mesmo. O nome Narciso vem do grego narke e significa “entorpecido”, sendo aplicado pela psicanálise a partir do século XIX para descrever indivíduos “entorpecidos de si mesmo”, ou seja, orgulhosos, cheios de si e cujo ego é muito inflado. Assim, muitas ciências afirmam que o homem e a mulher da modernidade são, em sua grande maioria, sujeitos narcisistas, entorpecidos de si mesmos, que não se dobram a qualquer disciplina, que não afirmam ou admitem suas próprias limitações e erros, que são orgulhosos, entre outras características.

A assinatura do narcisista é a afirmação eu tenho direito a... Por isso, não são pessoas gratas, pois afirmam ter direitos. Assim, acham que todos estão para trabalhar em favor de seus direitos: a família, o cônjuge, os pais, a religião e o próprio Deus. Geralmente dizem: eu tenho o direito de ser feliz! Eu tenho o direito de falar, de receber, de ter, e assim por diante. Além disso, são pessoas que não enxergam longe e que não sustentam a passagem do tempo em suas vidas, ou seja, não conseguem cultivar vínculos ou sustentar compromissos duradouros. Antes, são bastante instáveis e inseguros em tudo o que fazem. Geralmente escondem estes sentimentos sob uma capa feroz de agressividade e acusações contra tudo e todos, pois consideram mais fácil culpar outros do que assumir as responsabilidades advindas de cada escolha e decisão que fazem na vida. Herodes, bem como Saul, entre outros, podem ser enquadrados neste tipo.

A época em que vivemos reforça a personalidade narcisista. Ela nos diz que o “eu” está no centro em torno do qual tudo deve girar. A Palavra do Senhor, no entanto, chama-nos à postura de servo e não de senhor. Em outras palavras, somos vocacionados para servir e não para sermos servidos. Deus deseja corrigir o aspecto narcisista presente em cada um de nós. De que maneira? Com disciplina. E com qual propósito? Para sermos participantes de sua santidade. E qual é o método, isto é, de que maneira Deus opera essa obra de santificação? Fazendo aquilo que é mais doloroso em nós, narcisistas cristãos: Deus diz “não”. Deus, mediante a sua Palavra, diz “não” à postura orgulhosa que aponta o dedo na face do outro, gesticulando e falando em voz alta: eu tenho direito. Deus afirma que este tipo de comportamento nada tem em comum com o Cristo a quem representamos. Deus, mediante a sua Palavra, também diz “não” às muitas murmurações (reclamações que fazemos baixinho) e queixas (reclamações em voz alta) que constantemente lançamos sobre os nossos líderes e, também, uns sobre os outros, como se nos achegássemos a celebração para vislumbrar um grande evento, ora avaliando-o positivamente, ora negativamente, conforme o desempenho dos atores que lá estão. Deus diz “não” aos partidarismos que ferem a unidade e “não” aos comodismos e modismos. Deus diz “não” a cada tentativa bem articulada e também sútil de seus filhos de se colocarem como os senhores de suas vidas e como senhores da igreja do Senhor, pois foi exatamente este o sentimento que, nascendo no coração de Satanás, o depôs da posição de anjo do exército celestial. E, assim, desta única maneira, dizendo “não”, Deus nos disciplina, e o faz para que sejamos participantes da sua santidade, pois “santos sem santidade são a tragédia do cristianismo” (A.W. Tozer). Pense nisso!

Pr. Renato Costa

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