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Palavra Pastoral

Mamães que perseveram

Pr. Renato Costa - 1405/17

Sempre nos admira os jeitos e trejeitos de uma mamãe. Com as mamães da Bíblia não é diferente. Veja a mamãe de Jesus, por exemplo, Maria. Ouvindo tudo o que se dizia a respeito de seu filho, o menino Jesus, ela teve a sensibilidade de manter-se tranquila, discreta, guardando todas as coisas em seu coração. Cuidou para que o menino não ficasse sobrecarregado com todas as altíssimas expectativas que colocavam sobre ele. Assim, esta mamãe filtrava cada palavra proferida por cada amigo, por cada vizinha ou mesmo por um parente, e guardava consigo todas as grandes declarações mais ou menos como que dizendo a seu filho: não se preocupe meu filho, ainda é cedo para se preocupar. Vá brincar! É claro, como diz o texto bíblico (Lc 2.19), que Maria refletia sobre tudo isso, no entanto, sem permitir que a ansiedade lhe roubasse a paz ou a infância sadia de sua criança. Que gesto simples! Que lição profunda e verdadeira, isto é, preservar o filho da tentação que recai sobre todo os adultos de querer projetar futuros, caminhos, cenários ideias e perfeitos sobre as crianças, não permitindo que elas se descubram e redescubram os caminhos profissionais, emocionais e outros para os quais se inclinam os seus corações. O único caminho que o papai e a mamãe devem apontar com perseverança para cada criança é o caminho da cruz, pelo qual todos podem ser salvos.

Além da mamãe Maria, nos inspira também a mamãe Joquebede. Apesar da tentação de tornar-se uma mamãe super-protetora, sobretudo em virtude do decreto do Faráo determinando que todas as crianças abaixo de dois anos fossem mortas, ela depositou toda a sua confiança no Senhor e ao Senhor consagrou o destino de seu bebê, o pequeno Moisés. Deus o preservou e fez dele um grande líder para o seu povo (Êxodo). Com Joquebede, uma mamãe que perseverou, aprendemos que sim, toda mamãe precisa proteger o seu filho, mas a super-proteção pode trazer-lhe grandes danos. Pode torná-lo inseguro, frágil diante das frustrações da vida, além também de prejudicá-lo em muitos relacionamentos. Sobre isso, nos ensina também a mamãe de Sansão, uma mamãe a respeito de quem nem mesmo sabemos o nome, mas que pelos relatos do texto bíblico, vemos ter agido com a verdadeira sabedoria de mãe, permitindo que o seu filho sofresse as duras consequências de seus atos, ainda que isto muito lhe doesse em seu coração. No final, ela colheu o fruto de sua atitude madura e confiante, pois o jovem Sansão, apesar de não ter podido evitar a sua morte, selou, com o seu arrependimento, o seu destino espiritual, a saber, a presença do Senhor. O que dizer também da mamãe Ana, uma mulher de palavra. Mais forte que o seu sentimento materno, ela não hesitou em cumprir o voto que havia feito a Deus quando a Ele pediu um filho. Então, tendo-o desmamado, o levou ao sacerdote para que pudesse servir continuamente na presença do Senhor (1 Samuel 1).

Seguramente, hoje também há muitas mamães que tem trilhado o mesmo caminho não menos honroso e não menos difícil de ser mamãe. Mulheres que experimentaram privações e que abriram mão de vontades e privilégios a fim de proporcionar a nós, seus filhos, oportunidades que elas mesmo, talvez, não tiveram. Mulheres que nos deram a vida e a quem ainda devemos a vida... Parabéns mamães, hoje é apenas mais um de todos os seus dias!

Pr. Renato Costa

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