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Palavra Pastoral

A relação entre igreja, dinheiro e vida cristã

Pr. Renato Costa - 02/07/17

A relação entre igreja, ofertas, dízimos e liderança eclesiástica é tensa apenas do ponto de vista humano e em razão de não poucos escândalos que têm acontecido e super-explorados pela mídia. Certa vez uma revista de bastante importância em nosso país publicou uma reportagem de capa apontando o ministério pastoral como uma “profissão” bastante promissora para jovens que buscam sucesso financeiro, realização pessoal e relevância social. Em alguns trechos, os jovens entrevistados diziam da perspectiva que nutriam de abrir duas, três, quatro ou mais igrejas a fim de expandirem os seus “negócios”. De fato, isto tudo tem acontecido e a igreja, sobretudo a sua liderança, tem perdido a credibilidade. É assim que muitos sociólogos debatem a respeito de um mercado da fé permeando o universo das muitas igrejas denominadas evangélicas. Os sentimentos são manipulados, os valores são relativos, a adoração incondicional e irrestrita é barganhada e também substituída por uma relação de troca. Lembramo-nos aqui das palavras de Paulo àquele jovem pastor, Timóteo: “Os querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (1 Tm 6.9-10).

A Bíblia trata da questão “dinheiro”, não apenas no texto de Timóteo, mas também em alguns trechos de Provérbios, por exemplo: “Não esgote suas forças tentando ficar rico; tenha bom senso! As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (23.4-5); Também em Eclesiastes: “O sono do trabalhador é ameno, quer coma pouco quer coma muito, mas a fartura de um homem rico não lhe dá tranqüilidade para dormir” (5.12); Há ainda os capítulos 8 e 9 de 2º Coríntios nos quais Paulo apresenta um rico ensino a respeito de dízimos, ofertas e motivação para a contribuição. Enfim, o ensino e os textos são muitos, mas o tempo e o espaço para discuti-los são escassos, portanto, eu gostaria de colocar abaixo pelo menos três princípios para refletirmos um pouco mais no dia de hoje, princípios estes extraídos deste rico livro que é a Bíblia Sagrada: 1º) Não ame o dinheiro, afinal de contas, este amor se transformará certamente na raiz de toda a sua ruína familiar, emocional e espiritual. Portanto, não tenha apego a ele, não dê a sua vida e saúde ou a vida de seus familiares em troca dele (1 Tm 6.9-10);

2º) Não se preocupe em ficar rico, não esgote as suas forças, tempo, saúde e vida em busca disto (Pv 23.4-5). “Tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (1 Tm 6.8);

3º) Seja generoso! Quando Paulo encoraja os coríntios a participarem do privilégio de assistir aos santos de Jerusalém que passavam por extremas necessidades, ele traz à tona um princípio que para a vida cristã é de fundamental importância: “Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade”. E acrescenta: “No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade, como está escrito: ‘Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco’” (2 Co 8.13-15).

Missões, ação social, serviço, entre outras ações, é possível com a sua generosidade, fruto do seu desapego ao dinheiro, portanto, seja generoso. Acumule riquezas no céu onde a traça e a ferrugem não os consomem e onde os ladrões não podem roubar (Mt 6.20). A minha oração é para que você permita que estes três princípios acima o questionem e o coloquem em auto-avaliação. Naquilo em que você, porventura, estiver em falta, então, corrija. Tudo que está escrito na Bíblia é Palavra de Deus, portanto, não é qualquer palavra, mas sim uma voz que deve ser ouvida.

Pr. Renato Costa

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