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Palavra Pastoral

O extraordinário papai Jacó

Pr. Renato Costa - 13/08/17

Não é incomum lembrarmos do papai Jacó por aquilo que ele falhou como pai. Conhecemos bem a história narrada no livro de Gênesis 37. O texto nos diz, por exemplo, que o papai Jacó amava mais a José do que todos os seus filhos (Gn 37.3). O sentimento era tão forte que Jacó não se preocupou em esconder a sua preferência, antes, fez para José uma túnica longa (v.3b). Com o coração tão voltado para José, Jacó não percebeu também nascer e crescer no coração dos demais irmãos um sentimento de ódio e de aversão para com aquele irmão mais querido, sobretudo quando José, inadvertidamente, se punha a compartilhar seus sonhos que revelavam uma suposta superioridade futura sobre seus irmãos e até mesmo sobre seus pais (v.5-10). Antes, aquele papai descuidou da questão e sofreu graves consequências. José foi pego pelos irmãos inesperadamente, preso por eles e vendido como escravo para uma caravana de ismaelitas que se dirigia ao Egito (v.26-28). Como se não bastasse, eles, a fim de esconder do pai o que haviam feito, tomaram a túnica de José, mataram um cabrito e tingiram-na com sangue. Então, mandaram a túnica longa para o pai a fim de dissuadi-lo fazendo-o acreditar que uma fera do campo havia despedaçado o jovem José (v.31-33). O texto nos diz que Jacó passou dias pranteando a morte de seu filho querido, recusando-se, até mesmo a ser consolado (v.34-35). Quanto dor aquele pai sentiu!

Bem, o final da história é bem conhecida. José é vendido como escravo para o capitão da guarda do Faraó do Egito. Por providência divina numa trama histórica surpreendente, fazendo convergir necessidades e pessoas específicas até José, Deus o leva à presença do rei do Egito a fim de que pudesse dar a ele a interpretação de um sonho que o perturbava. José o faz com excelência e é nomeado o segundo homem mais importante daquela que era a nação mais proeminente da época (Gn 39-41).

Bem, a despeito dos erros de Jacó, erros, diga-se de passagem, que nenhum papai pode se dar ao luxo de cometer, é preciso reconhecer e destacar também uma cena última entre Jacó e seus filhos bastante louvável. A cena se deu já no Egito, quando lá já residiam Jacó e toda a sua família em virtude da fome que assolava a terra. José os levara para a terra de Gosén a fim de poder deles cuidar melhor suprindo-lhes as necessidades. Superada a forte emoção do reencontro com o filho supostamente morto, Jacó, agora, já bastante avançado em idade e doente, reúne todos os filhos em torno de si a fim de dar-lhes orientações a respeito dos tempos ainda por vir. É um texto belíssimo (Gn 49), pois o papai Jacó chama cada um deles e passa a destacar os aspectos mais peculiares de cada um, mesmo aqueles detalhes mais severos. Acerca de Rúben, por exemplo, afirma: tu és o meu primogênito, minha força e as primícias do meu vigor, maior em dignidade e maior em poder (v.3); Quanto a Dã, coloca: Dã julgará seu povo, como uma das tribos de Israel (v.16); Sobre Aser, diz: seu pão será farto; ele produzirá delícias reais (v.20); Sobre Naftali: é uma gazela solta; ele profere belas palavras (v.21); Sobre José: é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte (v.22). Enfim, assim fez Jacó com cada um de seus filhos, de modo que, quando Jacó acabou de dar essas instruções a seus filhos, encolheu os pés na cama, expirou e foi reunido ao seu povo (v.33). Parece-nos, desta forma, que os anos de experiência ensinaram Jacó a reconhecer e a admirar as virtudes de cada um de seus filhos, percebendo, enfim, que todos eram especiais em algum aspecto. Ali, junto deles e à beira da morte, Jacó disse isso a cada um, o que era muito importante também como meio de curar feridas que poderiam ainda estarem abertas naqueles jovens corações. O papai proferiu bênçãos sobre eles e, agora, com o coração em paz, pôde descansar.

Vamos aprender com esse papai a reconhecer e admirar as virtudes de nossos filhos e a, principalmente, proferir as bênçãos do Senhor sobre cada um deles, pois cada um deles é um presente de Deus para o seu papai e mamãe. Se você não tem filhos, pode, também, ser como um papai para alguém também. Que Deus nos abençoe nessa abençoada tarefa! Se errou, pense em Jacó e lembre que nunca é tarde para reparar erros e, principalmente, para amar. Parabéns a todos os papais por este dia!

Pr. Renato Costa

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