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Palavra Pastoral

É na oração que o coração se escreve

Pr. Renato Costa - 27/08/17

No evangelho de Mateus, Jesus nos ensina que a oração pode ser uma experiência comunitária. É por isso que, reunidos como igreja, compartilhamos alegrias e tristezas a fim de orarmos uns pelos outros. Isto é chamado de oração intercessória. Mas, a oração é também uma experiência individual, realizada no secreto do quarto, a sós com Deus e consigo mesmo. É no quarto secreto de oração que apresentamos a Deus tudo aquilo que nos aflige e que, na maioria das vezes, escapa à nossa limitada compreensão humana. O Senhor disse: “Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então, seu Pai, que vê em secreto, o recompensará” (Mt 5.6). Valorize momentos assim, são eles que, de fato, sustentam o nosso caminhar diário.

Jesus também nos ensina que a oração não é um mantra. Não é algo a ser repetido vezes após vezes, mas sim algo que brota do coração. Jesus nos ensina que é um erro pensar que pelo muito falar seremos ouvidos (Mt 5.7b). Por isso, não há palavras certas, oportunas e propícias, exceto aquelas que exprimem tudo aquilo que realmente está em nosso coração. Deus gosta de sinceridade e não que fiquemos dando voltas. Sendo assim, a oração verdadeira é aquela em cujas palavras o coração se derrama. É na oração que o coração se escreve. Cada palavra um sentimento, uma petição e um anseio. Quando desejamos colocar o coração diante de Deus, o fazemos o entregando em oração. No demais, confie e deixe com o Senhor.

A oração também não é um rito, portanto, não existe o ritual da oração. Ritual é para as religiões, oração é para as vidas e vidas humanas, falhas, inseguras e dependentes. Se você não sabe como falar com Deus, então comece simplesmente falando. Não se preocupe com formalidades, afinal de contas, “o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem” (Mt 5.8). Por que orar? Porque oração é relacionamento com Deus. É ser moldado por Deus, é ouvir a Deus, é confiar nele e a Ele todas as coisas. O nosso Pai está no céu, nós estamos aqui na terra, mas na oração nos encontramos. Deus, sendo Deus, se permite ouvir-nos.

Jesus deixou um modelo de oração para o qual devemos prestar bastante atenção:
Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém. (Mt 5.9-13).

Deus é um Pai (Pai nosso) e o seu nome é santo (santificado seja o teu nome). Aonde o reino de Deus se manifesta, ou seja, a vontade de Deus, o jeito de Deus de fazer as coisas, as coisas são colocadas cada uma em seu devido lugar. Neste reino as relações são reconstruídas, as condições naturais são corretamente determinadas e sustentadas, e laços permanecem, por isso, venha o teu reino e seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

O anseio por sentido para a vida é satisfeito com o Pão da vida, Cristo (Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia). O perdão é outorgado, porém, com uma condição: assim como nós perdoamos aos nossos devedores. Neste reino, do mal somos guardados, porque a Deus pertencem o Reino, o poder e a glória.

Em oração, lembre-se de tudo isto. Lembre-se do perdão do Pai, mas lembre-se também do seu perdão. Lembre-se do Reino de Deus e de permitir que este Reino se manifeste em sua vida, em sua casa e em seu coração. Em oração, lembre-se que o nosso Deus é Pai, é o nosso Pai. Então, ore!

Pr. Renato Costa

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